Com o advento de jogos multiplayer, os MOBAS – MULTIPLAYER ONLINE BATTLE ARENA, tomaram de assalto as telas do mundo, fazendo com que os games online ganhassem mais valorização e reconhecimento mundial. Atualmente, temos profissões direcionadas apenas para os games e uma indústria que chega a faturar muito mais que o cinema, em alguns casos. Ainda assim, porque não temos o destaque realmente merecido? Porque ainda não somos levados a sério por trabalhar com esse universo maravilhoso? 

Bem, para entender melhor isso, preciso explicar o que é o MOBA e porque ele tem uma importância gigantesca para esse assunto. MOBA – MULTIPLAYER ONLINE BATTLE ARENA, que significa “arena de batalha online para vários jogadores”, é um estilo de jogo no qual os jogadores dividem-se em times e disputam partidas que duram em média entre 30 minutos a 1 hora. Apesar das semelhanças, não podemos confundir o MOBA com o MMO – MASSIVE MULTIPLAYER ONLINE, o mesmo possui elementos que se assemelha, porém com propostas um pouco diferentes. Enquanto o MOBA foca em ter partidas que podem ser rápidas ou não, porém que possuam um fim, o MMO, em destaques os MMO’s RPG, costumam não possuir um “fim”. Mas torna-se válido parabenizar os MMO’s devido a sua repercussão nas nossas famosas lan houses.  

Exatamente… Temos que tocar nessa maravilhosa história de nostalgia e felicidades. As maravilhosas Lan Houses nos proporcionaram ter acesso a diversos jogos e a experiencias incríveis de pernoites e campeonatos de bairro, que nos moldaram como jogadores. Para quem não tinha acesso fácil a um computador ou a um console como eu, ter aqueles dois reais para passar uma ou duas horas na lan era uma vitória gigantesca. Foi assim que conhecemos vários games como GTA – Grand Thief Auto, Need For Speed, Counter Strike 1.6, M.U. Online, Ragnarok, dentre outros.  

Nessa época, a ascensão dos campeonatos internos nas lan houses começaram a ter um valor muito grande para nós. Já se tinha campeonatos mundiais de MAGIC e de Star Craft rolando com premiações na casa dos milhões, porém, não tínhamos acesso para participar deles, então a contra partida era realizar campeonatos internos com premiações pequenas, mas que faziam uma grande diferença na vida de muitos gamers por aí.  

Válido lembrar que os games sofrem do mesmo mal que os sites e os App’s sofreram nos anos 2000. O descredito para quem trabalha na indústria ainda faz parte da cultura do povo que pensa que, trabalhar se resume a bater cartão todos os dias em fabricas, industrias como o polo petroquímico ou firmas e escritórios. A pergunta que sempre irá ecoar é “ok, mas você ganha dinheiro com isso?”. O mercado brasileiro está em constante ascensão e é bastante requisitado lá fora. Sendo o líder da américa latina e ocupando o 13º lugar no ranking global com a soma de 75 milhões de gamers diretamente ligados aos processos e aplicabilidades dos jogos. 

Ainda assim falta incentivos governamentais para um avanço mais crítico que, além de nos colocar em um patamar mais satisfatórios par a indústria, não nos fará perder inúmeros talentos para o exterior.  

Dito tudo isto, respondo a minha pergunta no início dessa matéria. A FALTA é o principal motivo para que, nós gamers e a indústria em si aqui no Brasil, pare de apenas nos taxar com impostos abusivos (maiores até do que armas de fogo), como culpados por assassinatos e roubos ou, até mesmo (pasmem) por ser a causa de homossexualidade. Tentar a mudança de pensamento é pelo que a gente sempre irá lutar.  

Eu sou Gabriel Montenegro e bem vindo a coluna QGGamer.  

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